sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

texto de Vitória Andrade


Aqui se entende que não há representações e muito menos personagens, apresentam-se figuras distintas com condições específicas que desencadeiam suas ações. A ideia de representação se rompe na verticalidade de cada detalhe, o sujeito se revela por meio do como, de suas veias, seus olhos, seu sangue, seu suor.
A animalidade presente no humano, ou o humano que se revela a partir de uma figura animalesca, desponta características peculiares de cada individuo e o modo como este se conecta com cada energia do espaço. Assim como os pacientes do Dr. Sacks revelavam as mais variadas preciosidades por trás de doenças complexas e comportamentos muitas vezes incompreendidos.
As relações são das simples às mais estranhas. Um sonho, um chicote, um macaco. O ouvir, o contar, o despertar. Lutas, choques, conflitos. Visões humanas se contrastam com as neurológicas. O que realmente acontece em uma pane cerebral?
A construção de cada ser único se revela e se mantém dentro de um todo orgânico, de horror, doença, mas, sobretudo humanidade.

Vitória Andrade

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